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Screenshots de Pelos Caminhos do Inferno

Como prometi faz tempo, e como estou sem criatividade para outros posts, o qu eresultou no longo tempo sem postar, vou postar aqui algumas imagens de Wake In Fright, obra-prima australiana que deve realmente ser reconhecida.

Pelos Caminhos Do Inferno, 1971

Primeiramente, queria pedir desculpas pela minha ausência no site: estava com a vida tão ocupada de coisa [supérfluas em sua maioria, mas fazer o que?] que mal tive tempo para assistir filmes, quem dirá escrver para esse espaço, que sem seu combustível renovado basicamente para. Assisti dois filmes apenas nos últimos dias [não conto High School Musical, que fui obrigado a assistir]: Dente Canino, do Yorgos Lanthimos, e Bang Bang, da Andrea Tonacci. Duas obras-primas sensacionais, porém deixo para fazer minhas impressões em outros posts. Este aqui é dedicado a um filme que assisti graças a um colega meu, que, apesar de muito chato, descobri ter bom gosto para o cinema.

O filme, como o próprio nome do post diz, é Pelos Caminhos Do Inferno. O filme, feito na Austrália, conta a história de John Grant, um professor que leciona em uma pequena cidade chamada Tiboonda, que, nas férias que recebera no Natal, decide ir atrás de sua namorada, que mora na cidade mais populosa deste país quase que desabitado, Sidney, e curtir suas férias nas praias desta cidade maravilhosa, surfando. Mas para chegar a Sidney, John tem que parar em uma cidade chamada Bundanyabba, que fica literalmente no fim do mundo, onde pegaria um avião para suas tão almejadas férias perfeitas. Apelidada carinhosamente de The Yabba pelos seus moradores, percebe-se logo que a cidade é o paraíso perfeito para aqueles que gostam de uma aventura: é uma cidade lotada de mulheres sensuais, caçadas alucinantes, jogos de azar à beça e cerveja, muita cerveja. Aliás, devo dizer que nunca vi tanta cerveja em minha vida. John, que vinha desde Tiboonda tomando seus voluptuosos chopps, ao chega em Bundanyabba este vai À loucura: usa a cerveja como válvula de escape para seus problemas, recusando no início, mas logo cedendo à tentação, passado os próximos minutos do filme completamente embriagado, assim como os seus companheiros nesta ‘bad trip’.

Chegando na cidade, John se hospeda em uma espelunca, e, após descansar um pouco, vai para um espécie de bar. lá ele conhece Jock Crawford, um sargento policial da cidade, que serve como um guia para ele: é este sargento que o convence a jogar o jogo de azar chamado two-up. Como John estaqva com uma dívida, algumas contas para pagar, o que acabava o prendeno na escola que ele lecionava atualmente, ele pensou, após alguns copos de cerveja oferecidos pelo Sargento, que jogar até conseguir o dinheiro suficiente para a dívida era o melhor a se fazer. E, logo após alguns lances de sorte, John entra em uma maré de azar, onde ele acaba perdendo todos seus centavos, não podendo ir para Sidney ou voltar para Tiboonda. John estava completamente preso neste inferno. No outro dia, John sai do hotel, e recebe seu dólar de volta, que é preso enquanto se está no hotel, mas é liberado na sua saída. Mesmo com este dinheiro, ele sabe que não conseguirá se sustentar na cidade por muito tempo, passando por humilhações por acabar dependendo de alguns bruta-montes durões da cidade. Um deles é Tim, que, além de lhe oferecer algumas bebidas, oferece-o comida na sua casa, após ver a dura situação do recente conhecido. Lá John conhece a filha de Tim, Janette. Eles começam a conversar e logo chegam alguns colegas mais de Tim, que começam a falar besteira e beber cerveja. Vendo que John e Janette se retiraram do local, eles até questionam a masculinidade deste, pois prefere conversar com uma mulher ao invés de beber cerveja. Logo John and Janette se vêem em uma estranhíssima relação amorosa, após uma frustrada tentativa de sexo e alguns vômitos, que fazem John perceber que está totalmente bêbado.

Daqui em diante o filme ruma ao seu final. O que vem a partir deste momento é spoiler, então se não assistiu o filme, dou uma breve recomendação que pare por aqui. Primeiramente, John vai para a cabana de um amigo que conhecera na casa de Tim, Doc Tydon. Eles conversam, ele toma uma pílula para a sua ressaca, e descanasa. um pouco mais tarde, há a melhor cena de todo o filme, que é uma caça adoidada de John com seus colegas. A pouca iluminação das planícies arenosas da Austrália em conjunto com a brutalidade dos cangurus sendo mortos, e de uma câmera frenéticamente, que mostra John incomodado em meio a toda aquela visceralidade, e seus colegas rindo como loucos. Mas logo o professor entra no clima da brincadeira, e, após descer do jipe, acaba por matar com uma faca um filhote de canguru ferido, em uma cena brutal e quase psicodélica. Sentimo-nos como bêbados na cena, embriagados pela trilha e pelos movimentos surtantes de câmera, assim como a cara de John, como se estivesse fora de controle.Após toda esta brincadeira sádica, os amigos vão paraum pequeno barzinho, onde começam uma rixa completamente sem motivo, onde risadas e brincadeiras logo se transformam em raiva e socos. Após isso, eles destroem o barzinho, que fica devastado pelos dois. Após esta noite alucinante, completamente bêbados, a dupla volta para a barraca de Doc, onde os dois se deitam no chão, e começam uma estranha relação sexual. Isso mesmo, os dois, ébrios, começam a fazer sexo no chão da casa de Doc.

Completamente atordoado, confuso, e extremamente cansado, John acorda, e se sente logo em desespero. Pega suas poucas coisas, se despede do seu ex-parceiro amoroso e parte para Sidney, com uma arma na mão e uma mala com suas coisas. Encontra um caminhão que irá para Sidney, mas, por um erro de comunicação, acaba indo para outro lugar. Pega seu rifle e anda sozinho, desolado, a esmo em meio a tanta areia e a uma vegtação bem escassa, semelhante ao que conhecemos aqui como cerrado. Os planos à distância, que enfatizam mais a paisagem do que o próprio personagem, predominam. Este então volta para ‘The Yabba’, onde vai para casa de Doc e espera este voltar com o rifle apontado para a porta. Mas, ao final, quando este chega em casa, o professor, já completamente diferente da imagem que tinha dele no início do filme, senta no chão, e, chorando, se suicida. Após acordar mais uma vez[nem tente contar quantas foram], ele se vê em um hospital médico. Sua tentativa de suicídio não havia sido bem-sucedida. O médico, apesar de saber que fora uma tentativa de suicídio, resolve esquecer o caso, dizendo que, se pergutarem para ele o que aconteceu, para ele falar que a arma disparara sozinha. Este então, com bandagens imensas em volta da cabeça, volta a Tiboonda, graças a Doc Tydon, que paga a passagem para ele. As palavras dele ao chegarem na pequena estaçao de Tiboonda são memoráveis, onde o perguntam: “Você gostou das suas férias?”, que ele responde com: “As melhores.” E assim o filme acaba. FIM DO SPOILER

É fácil fazer todo um falatório imenso sobre as qualidades do filme, pois estas não são poucas. As atuações, que passam pelo personagem enigmático de John Grant, que nunca sabemos sua reação a tais fatos, normalmente se portando contra qualquer ato imoral ou indecente, mas rapidamente entrando na brincadeira de foram descontrolada; o médico Doc Tydon, que interpreta perfeitamente uma pessoa com alguns parafusos à menos, sem muito do que esperar da vida, e por isso tenta aproveitá-la do modo mais radical que consegue, apenas por diversão; além dos dois, temos todo o elenco de coadjuvantes enaltecendo o clima mórbido daquela cidade macabra, como o sargento e a Janette, completamente loucos. A fotografia é um dos destaques, pois se destaca tanto com planos abertos, que fotografam as areias das planícies desertas australianas, que são cenas que enchem os olhos de qualque cinéfilo de bom gosto; e também a câmera em planos mais fechados, como os diálogos ou ações importantes, que não convém certo distanciamento. Estas cenas tem uma câmera bem ágil e movimentada, com iluminação em perfeita sintonia com seus momentos. Um dos exemplos é da tensão que a câmera capta durante as partidas de two-up, onde o silêncio domina e vemos apenas o rosto dele extremamente suado, com iluminação forte, entrecortado por imagens das moedas girando no ar, e, logo após, sua decepção, com um corte dele pelado deitado em sua cama no açbergue, se lamentando. A trilha sonora é mais umd estaque entre tantos, o som dos vento e das areias se movendo nos palcos da história são marcantes, e muito bem colocados. Esta também usa um instrumental que, não sei por que, se assimila bastante com a Austrália. O roteiro e os diálogos também são um achado, visto que são por muitas vezes engraçados e se adequam perfeitamente a proposta: ser um filme completamente nonsense, com as situações mais absurdas possíveis, e se encaixando bem com a famosa frase: “O que acontece em Vegas, fica em Vegas.”, só que agora em Bundanyabba. Juntando tudo e batendo no liquidificador com a direção certeira do Ted Kotcheff, que dirigiu também o famoso filme  “Rambo”, Wake In Fright só poderia sair uma obra-prima de primeiro nível, divertida como uma comédia, porém porém extremamente alucinante e absurdo, o que sinceramente, dá toda a graça do filme. Ah, e claro, a cerveja.

Nota: 8.5 de 10.0

Como o filme é lindo demais, vou fazer uma coletânea de algumas screenshots fantásticas, tentar ser o amsi seletivo possível, e anexá-las no post.

Amores Expressos, 1994

Wong Kar Wai, ou Kar Wai Wong, é um diretor que ficou bem famoso, ou, pelo menos, cultuado, pela sua forma original de encarar o amor, mesmo após 100 anos de várias tentaivas para entender o próprio, sempre busca sem sucesso, mas que divertiram e ainda divertem espectadores no mundo todo. Mas, se todas as buscas não acharam resultado, Kar-Wai se aproxima bastante do amor, por filmar um amor moderno, menos eterno, porém mais aceso, mais apaixonado, mesmo que este não necessite de sua consumação carnal. Os amores que são intermitentes, passageiros, mas que, como diz Vinicius De Moraes:

“Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.”

Enfim, saindo um pouco do Kar-Wai, vamos falar um poucos de Amores Expressos (que teve o nome bastante modificado, sendo o original “A Selva de ChungKing” e o inglês “Chungking Express”), que segue a mesma fórmula dos outros filmes do Kar-Wai, sendo seu quarto filme, é uma película impressionante, por tratar duas histórias, que, apesar de diferentes, tem a mesma temática: Amores Expressos. Pode parecer ridículo, mas o nome aqui no Brasil se adequa perfeitamente ao filme. Seguindo a lógica, irei falar um pouco sobre os contos separadamente, depois faço um mix no final.

O primeiro conto, estrelado por um casal meio ‘excêntrico’, um policial, o 233, e uma viciada em drogas traficante de heroína, é um achado na carreira do Kar Wai, e provavelmente seu melhor trabalho. Começamos o filme com a narração do 233, que narra como se estivesse ciente de tudo que iria ocorrer no filme. Em uma cena que no mínimo é chamada de alucinante, há uma perseguição entre um fugitivo e o policial. Esta cena já é uma prova mais que concreta que a parceria do Wai com o fotógrafo Cristopher Doyle geraria belíssimos frutos nos próximos anos [o mais óbvio é Amor À Flor Da Pele, que é o amor impresso em película]: uma câmera alucinada, trêmula, doida, atordoada, em meio a uma Tóquio que é alvo ao longo dos 110 minutos de filme: uma cidade suja, densa, lotada, industrializada, comercializada, onde as pessoas são peças minúsculas de toda uma máquina: o capitalismo. Uma cidade rodeada pelo moderno, uma pântano cheio de propagandas, uma selva. Isso é óbvio em todo o filme, com algumas passagens bem explícitas: a Coca-Cola é um elemento que aparece diversas vezes em ambas histórias, logotipos de todos os tipos, outdoors gigantes, hits musicais sendo tocados toda hora, sempre uma confusão, tudo envolto a uma aura futurista. Essa era a Tóquio de 1994. E é nessa perseguição que nosso policial vê pela primeira vez sua amada, ao se esbarrar nela acidentalmente. Eles se olham e ele continua o seu trabalho. Um olhar do acaso, pois, em uma metrópole com aquela, vários encontros anônimos ocorriam daquele jeito a todo momento.

A partir daqui o filme vai mostrando a vida dos dois personagens, que já têm o destino traçado para se encontrarem alguma vez em suas vidas. A moça está em uma operação perigosíssima de uma transação de drogas, que acaba não dando muito certo, o que faz ela ser perseguida por minutos alucinantes, em uma fuga cheia de tiros e sufoco. Enquanto isso o policial vive sua vida com problemas emocionais: ele acabara de terminar com sua namorada, pelo menos, já tem o fim do namoro traçado pelos dois: ela avisou a ele que o namoro acabaria dia 1º de maio, aniversário dele. Ela fez esse aviso no dia da mentira, e a partir daí, ele passou a comprar várias latas de abacaxi com a validade para o fatídico dia, uma a cada dia, de modo que, se o dia chegasse e a namorada não houvesse mudado seu veredito, o namoro iria passar da validade. No seu último dia, ele sai triste pela cidade, e, após ter comido todo aquele abacaxi, ele vai para um bar, onde encontra a traficante, que está visivelmente cansada, pois, apesar dele não saber, havia acabado de fugir de vários homens. Ele tenta puxar papo, mas ela quer dormir. Ele a leva para casa depois de alguns minutos de conversa,  e faz ela dormir, ficando ao seu lado acordado a noite toda. No outro dia, seu aniversário, ele resolve correr para perder todo o seu líquido corporal, e assim não chorar, e então ele recebe uma ligação dela, desejando feliz aniversário. E é aqui que acaba o amor deles, no exato ponto que se inicia. Como diz o título, é literalmente um amor expresso, chegando sem avisar a ninguém e saindo do mesmo jeito.

Apesar da história, o que realmente toca neste filme são suas sacadas geniais, comandadas pelos diálogos, sempre à frente do seu tempo. Kar Wai expressa todo um furacão em volta do casal, que, ironicamente, são pontos extremos de uma linha, que normalmente deveriam estar se matando, e estavam se amando. Cristopher Doyle utiliza uma câmera centrada nos personagens, apesar de mostrat a multidão que é Tóquio passar para um lado e para o outro no plano de fundo da tela, rapidamente. A trilha sonora, recheada por um saxofone tristonho, solitário, é a cereja do sorvete, que pontua todas as cenas de uma forma única. [PS: eu não contei o final para não estragar a surpresa.]

A outra história, ligeiramente inferior, é sobre uma atendente de uma lanchonete, e outro policial, o 663. O policial está em outro relacionamento difícil, com uma aeromoça, que está peto de seu fim. Ele vive o amor perfeito, sendo completamente apaixonado por ela, porém isso faz com que ele não enxergue todos os buracos e falhas deste namoro. Após este acabar o policial fica completamente frustrado, mas a tímida atendente, que é fascinada por músicas altas, principalmente pela música “California Dreamin'” [que é tema do casal, e é particularmente bem encaixada no filme, onde mostra todo este capitalismo e cultura expressa], e tem uma meiguice extrema, vai discretamente se apaixonando por ele, sem que este saiba. Esta passa então a invadir a casa dele e fazer pequenas coisas, como lavar os pratos e limpar a casa, enquanto este está no trabalho. Esse é o início do amor dos dois, que irá começar propriamente na última cena do filme, particularmente engraçada e emocionante, onde eles falam sobre aviões e companhias aéreas, e acabam por se declarar um ao outro, em meio a olhares, palavras e música, bem alta.

Esta segunda parte falha por ser um pouco ingênua de mais, e de ser demorada para chegar no ponto certo, [ela é bem maior que a primeira]. Enquanto a trilha dessa aqui é mais marcante, exatamente pela predileção pela música da garota, o filme cai um pouco em ritmo e em fotografia, se tornando até um pouco banal. O filme, porém, não é afetado em relação aos diálogos e as sacadas, pequenas coisas que realmente tornam um filme grandioso. Este ainda continua com o brilhantismo da exposição da Tóquio futurista e moderna dos anos 90.

Nota geral: 8.0 de 10.0

TOP 50 Filmes

resolvi fazer esse post, mais como um documento, e também segundo a proposta que li no Cineplayers, site de cinema que frequento constantemente. VOu tentar colocar todos os filmes que eu amo, mas, mesmo assim, muitos ficarão de fora. Ah, também vai ser notável a repetição de alguns, como o Welles que aparece três vezes, ou o Wilder. Mas acontece, gênios são gênios.

  1. Persona – Quando Duas Mulheres Pecam, Ingmar Bergman (1966)
  2. O Demônio Das Onze Horas, Jean-Luc Godard (1965)
  3. Vá E Veja, Elem Klimov (1985)
  4. Crepúsculo Dos Deuses, Billy Wilder (1950)
  5. A Harpa Da Birmânia, Kon Ichikawa (1956)
  6. Blow-Up – Depois Daquele Beijo, Michelangelo Antonioni (1966)
  7. Harakiri, Masaki Kobayashi (1962)
  8. M – O Vampiro De Dusseldorf, Fritz Lang (1931)
  9. Um Corpo Que Cai, Alfred Hitchcock (1958)
  10. A Mulher Da Areia, Hiroshi Teshigahara (1964)
  11. A Montanha Dos Sete Abutres, Billy Wilder (1951)
  12. A Marca Da Maldade, Orson Welles (1958)
  13. Rebelião, Masaki Kobayashi (1967)
  14. Os Sete Samurais, Akira Kurosawa (1954)
  15. A Regra Do Jogo, Jean Renoir (1939)
  16. Verdades E Mentiras, Orson Welles (1974)
  17. Morangos Silvestres, Ingmar Bergman (1957)
  18. Ran, Akira Kurosawa (1985)
  19. A Conversação, Francis Ford Coppola (1974)
  20. O Salário Do Medo, Henri-Georges Clouzot (1953)
  21. Onde Começa O Inferno, Howard Hawks (1959)
  22. Gritos E Sussurros, Ingmar Bergman (1972)
  23. Cidadão Kane, Orson Welles (1941)
  24. Rashomon, Akira Kurosawa (1950)
  25. O Discreto Charme Da Burguesia, Luis Buñuel (1972)
  26. Era Uma Vez Em Tóquio, Yasujiro Ozu (1953)
  27. Psicose, Alfred Hitchcock (1960)
  28. 2001: Uma Odisséia No Espaço, Stanley Kubrick (1968)
  29. O Encouraçado Potemkin, Sergei Eisenstein (1927)
  30. Contos Da Lua Vaga, Kenji Mizoguchi (1953)
  31. Os Incompreendidos, François Truffaut (1959)
  32. Dias De Ira, Carl Th. Dreyer (1943)
  33. Ser Ou Não Ser, Ernst Lubitsch (1942)
  34. Tesouro De Sierra Madre, John Huston (1948)
  35. Onibaba – A Mulher Demônio, Kaneto Shindô (1964)
  36. A Paixão De Joana D’Arc, Carl Th. Dreyer (1928)
  37. Meu Ódio Sera Tua Herança, Sam Peckinpah (1969)
  38. O Intendente Sanshô, Kenji Mizoguchi (1954)
  39. Manhattan, Woody Allen (1979)
  40. Fanny E Alexander, Ingmar Bergman (1982)
  41. Aguirre, A Cólera Dos Deuses, Werner Herzog (1972)
  42. Amadeus, Milos Forman (1984)
  43. Três Homens Em Conflito, Sergio Leone (1966)
  44. Cidade Dos Sonhos, David Lynch (2001)
  45. Jogos E Trapaças, Robert Altman (1971)
  46. Yojimbo – O Guarda-Costa, Akira Kurosawa (1961)
  47. Morte Em Veneza, Luchino Visconti (1971)
  48. A Marca Do Assassino, Seijun Suzuki (1967)
  49. A Face De Um Outro, Hiroshi Teshigahara (1966)
  50. Cachè, Michael Haneke (2005)
  51. Quanto Mais Quente Melhor, Billy Wilder (1959)
  52. Apocalypse Now, Francis Ford Coppola (1974)
  53. Tenebre, Dario Argento (1982)
  54. Nosferatu, F. W. Murnau (1922)
  55. Pulp Fiction, Quentin Tarantino (1994)
  56. A Ponte Do Rio Kwai, David Lean (1957)
  57. Dançando no Escuro, Lars Von Trier (2000)
  58. O Desprezo, Jean-Luc Godard (1963)
  59. Prelúdio Para Matar, Dario Argento (1975)
  60. Era Uma Vez No Oeste, Sergio Leone (1968)

Estendi para 60 e mesmo assim ficaram muitos filmes fora. Quando tiverem filmes melhores e substituírem a área que tem vários filmes com a mesma nota vai ser mais fácil, com certeza. u.u

TOP 25: Filmes Asiáticos

Tá, eu tinha feito um na primeira fase do blog, mas ele mudou bastante desde daquele dia, e ainda vai mudar muito mais, quando eu assistir outras obras mais relevantes. Por exemplo, não conheço nada do Ozu ainda. Daí, só irei atualizar o TOP já feito, e tirar os excessos. Os filmes que tem críticas no site serão adicionados, mesmo que a crítica seja posterior a este post.

  1. A Harpa Da Birmânia, Kon Ichikawa (1956)
  2. Harakiri, Masaki Kobayashi (1962)
  3. A Mulher Na Areia, Hiroshi Teshigahara (1964)
  4. Ran, Akira Kurosawa (1985)
  5. Rebelião, Masaki Kobayashi (1967)
  6. Os Sete Samurais, Akira Kurosawa (1954)
  7. O Intendente Sanshô, Kenji Mizoguchi (1954)
  8. Rashomon, Akira Kurosawa (1950)
  9. Era Uma Vez Em Tóquio, Yasujiro Ozu (1953)
  10. Contos Da Lua Vaga, Kenji Mizoguchi (1953)
  11. A Face De Um Outro, Hiroshi Teshigahara (1966)
  12. Onibaba, Kaneto Shindô (1964)
  13. Yojimbo, Akira Kurosawa (1961)
  14. A Marca Do Assassino, Seijun Suzuki (1967)
  15. Canção Da Estrada, Satyajit Ray (1955)
  16. Pitfall, Hiroshi Teshigahara (1962)
  17. Amores Expressos, Kar Wai Wong (1994)
  18. Céu E Inferno, Akira Kurosawa (1963)
  19. Amor À Flor Da Pele, Wong Kar-Wai (2000)
  20. Trono Manchado De Sangue, Akira Kurosawa (1957)
  21. Casa Vazia, Kim Ki-Duk (2004)
  22. Fogos na Planície, Kon Ichikawa (1959)
  23. Sanjuro, Akira Kurosawa (1962)
  24. Cão Danado, Akira Kurosawa (1949)
  25. A Viagem De Chihiro, Hayao Myiazaki (2001)

Predominância praticamente unânime das décadas de 50/60, principalmente desta última. Também, pudera, são minhas décadas preferidas. E o Teshigahara inventou de filmar suas obras na década de 60, eu não posso fazer nada. Teshigahara + Kobayashi + Kurosawa = ALL. Provado matematicamente.

Posters Poloneses

Tá bom, eu sei que já um assunto até meio batido, mas não custa frisar para alguns e mostrar para outros a beleza que são esse pôsteres. Eles são magníficos! Dêem só uma olhada:

  • 12 Homens E Uma Sentença
  • Alphaville
  • Amadeus
  • Ano Passado Em Marienbad
  • Anjo Exterminador, O
  • Apocalypse Now
  • Aventura, A
  • Balada De Narayama, A
  • Batedor De Carteiras, O
  • Bebê De Rosemary, O
  • Bebê De Rosemary, O (2)
  • Bela Da Tarde, A 
  • Blade Runner: Caçador De Andróides
  • Blow-Up – Depois Daquele Beijo
  • Butch Cassidy
  • Cabaret(Original)
  • Cabaret(Restauração)
  • Caçadores Da Arca Perdida, Os
  • Canal
  • Cão Andaluz, Um
  • Chinatown
  • Conversação, A
  • Corpo Que Cai, Um
  • Crepúsculo Dos Deuses 
  • De Olhos Bem Fechados
  • Depois De Horas
  • Dersu Uzala
  • Discreto Charme Da Burguesia
  • Europa
  • Exorcista, O
  • Fanny & Alexander
  • Garotos De Programa
  • Grande Ilusão, A
  • Guerra Nas Estrelas: Episódio IV 
  • Harakiri
  • Harpa Da Birmânia, A
  • Idiotas, Os
  • Império Dos Sentidos
  • Incompreendidos, Os
  • Intocáveis, Os
  • Julieta Dos Espíritos
  • Juventude Transviada
  • Kwaidan
  • Matar Ou Morrer
  • Morangos Silvestres
  • Morte Em Veneza 
  • Nashville
  • Noites De Cabíria
  • Nostalgia
  • Oito E Meio
  • Ondas Do Destino
  • Pássaros, Os
  • Perdidos Na noite
  • Platoon
  • Playtime
  • Poderoso Chefão, O
  • Quanto Mais Quente Melhor
  • Rapsódia Em Agosto
  • Rashomon
  • Rio Vermelho
  • Rosa Púrpura Do Cairo, A 
  • Salário Do Medo, O 
  • Ser Ou Não Ser 
  • Sete Samurais, Os
  • Sexo, Mentiras e Videotape
  • Sol É Para Todos, O
  • Taxi Driver

Nossa, acabou saindo bem grande a relação. Tirei as que eu menos gostei e ficou isso aí. Está por ordem alfabética. Apesar de algumas, por menos disponibilidade na internet, não estarem com a qualidade tããããoo boa, dá para ter uma boa noção de quão fodas eles são. Meus preferidos? Os do Trier: Os Idiotas, Europa e Ondas Do Destino estão sublimes; os do Tarkovski, os posters de Nostalgia é lindo demais, o de Um Cão Andaluz, que está perfeitamente condizente com o filme. E o de Harakiri, que resume bem o que há de vir no filme. O de Rashomon é outra obra-prima. Ah, na erdade gosto de TODOS. Se eu coloquei aqui é por que gostei. Ah, e não sei se perceberam, mas homens tem nome de mulher na Polônia: Alfreda Hitchcocka, Ernesta Lubitscha, Louise Buñuela…

Yozhik V Tumane, 1975

Yozhik V Tumane, ou O Porco-Espinho Na Névoa, é um curta de Yuri Norstein, soviético que dirigiu muitas outras obras de animação. Esta minha primeira dele já foi um bom exemplo de como suas animações são fabulosas, no sentido literal da palavra. Sua câmera transforma meras imagens em emoção, em suspense e medo. Um cavalo, um cachorro, um morcego, tudo isso significa muito mais do que um simples ser. A voz sobrenatural enquanto o porco-espinho bóia na água é de uma tenebrosidade jamais vista. Enfim, muito bom. Aqui abaixo há uma versão com legendas em inglês.