TOP 25: Filmes Asiáticos

Tá, eu tinha feito um na primeira fase do blog, mas ele mudou bastante desde daquele dia, e ainda vai mudar muito mais, quando eu assistir outras obras mais relevantes. Por exemplo, não conheço nada do Ozu ainda. Daí, só irei atualizar o TOP já feito, e tirar os excessos. Os filmes que tem críticas no site serão adicionados, mesmo que a crítica seja posterior a este post.

  1. A Harpa Da Birmânia, Kon Ichikawa (1956)
  2. Harakiri, Masaki Kobayashi (1962)
  3. A Mulher Na Areia, Hiroshi Teshigahara (1964)
  4. Ran, Akira Kurosawa (1985)
  5. Rebelião, Masaki Kobayashi (1967)
  6. Os Sete Samurais, Akira Kurosawa (1954)
  7. O Intendente Sanshô, Kenji Mizoguchi (1954)
  8. Rashomon, Akira Kurosawa (1950)
  9. Era Uma Vez Em Tóquio, Yasujiro Ozu (1953)
  10. Contos Da Lua Vaga, Kenji Mizoguchi (1953)
  11. A Face De Um Outro, Hiroshi Teshigahara (1966)
  12. Onibaba, Kaneto Shindô (1964)
  13. Yojimbo, Akira Kurosawa (1961)
  14. A Marca Do Assassino, Seijun Suzuki (1967)
  15. Canção Da Estrada, Satyajit Ray (1955)
  16. Pitfall, Hiroshi Teshigahara (1962)
  17. Amores Expressos, Kar Wai Wong (1994)
  18. Céu E Inferno, Akira Kurosawa (1963)
  19. Amor À Flor Da Pele, Wong Kar-Wai (2000)
  20. Trono Manchado De Sangue, Akira Kurosawa (1957)
  21. Casa Vazia, Kim Ki-Duk (2004)
  22. Fogos na Planície, Kon Ichikawa (1959)
  23. Sanjuro, Akira Kurosawa (1962)
  24. Cão Danado, Akira Kurosawa (1949)
  25. A Viagem De Chihiro, Hayao Myiazaki (2001)

Predominância praticamente unânime das décadas de 50/60, principalmente desta última. Também, pudera, são minhas décadas preferidas. E o Teshigahara inventou de filmar suas obras na década de 60, eu não posso fazer nada. Teshigahara + Kobayashi + Kurosawa = ALL. Provado matematicamente.

Shrek Para Sempre… oh, shit!

Pois é, e não é que conseguiram estragar a franquia iniciada por uma das melhores animações já feitas? O primeiro “Shrek” é um achado, um primor, um filme que brinca o tempo todo com os consagrados contos de fadas, de humor afiado e incessante. Além de apresentar um dos melhores personagens animados de sempre: Burro! O segundo veio, e apesar de só repetir a fórmula do primeiro, conseguiu ser tão (ou até mais) engraçado quanto, e acrescentou ótimos personagens, sendo o Gato de Botas o maior destaque. Então, com o sucesso dos dois primeiros resolveram fazer o Terceiro, e ali já estava claro que a fórmula estava saturada e as novas sacadas não davam muito certo.

Mas em vez de pararem por aí, quiseram porque quiseram fazer um quarto e suposto último filme. Confesso que fiquei feliz quando soube porque pensei: “Oh, podem fechar a franquia com chave de ouro!”. Baita ingenuidade… esse quarto filme continua a derrocada do terceiro e o pior de tudo: cai no lugar super comum, algo inaceitável vindo de um Shrek! A trama segue (tenta seguir) o que os dois primeiros fizeram em termos de desconstrução de características fundamentais e personagens alicerçada em estrutura narrativa básica. Agora ele não vê sentido em seu dia-a-dia e quando chamado pelo vilão da história para mudar magicamente a sua situação, ele o faz e ao fim percebe que tinha a “felicidade” em mãos. Já se vê que a proposta começa bem como os outros filmes mas termina sem a menor criatividade e de maneira aborrecida. Mas não só a trama é por fim chata como a execução é preguiçosa e sem inspiração alguma. As piadas e insinuações hilárias e inteligentes dão lugar ao humor plástico, quase robótico, optando na maioria das vezes pelo físico. Mas há sim espaço, ainda que pouco, para um humor “de raiz” de Shrek, vindo principalmente do obeso Gato de Botas.

A animação porém prossegue em alta qualidade, mas passa longe de salvar alguma coisa nesse “capítulo final” do ogro verde. O Burro felizmente não é estragado (não chegaram a tamanha incompetência), mas não tem o brilho de outrora. O vilão é uma reciclagem mais abaitolada do Lorde Farquad, e Fiona é a que mais preserva a essência. Os filhos do casal protagonista são o que tinham que ser: fofos e engraçadinhos. Olhando o todo, é um filme mediano, afinal até que funciona como aventura, mas vindo de um Shrek, sem dúvidas é uma grande decepção.

Nota 4.5 de 10.0.

Posters Poloneses

Tá bom, eu sei que já um assunto até meio batido, mas não custa frisar para alguns e mostrar para outros a beleza que são esse pôsteres. Eles são magníficos! Dêem só uma olhada:

  • 12 Homens E Uma Sentença
  • Alphaville
  • Amadeus
  • Ano Passado Em Marienbad
  • Anjo Exterminador, O
  • Apocalypse Now
  • Aventura, A
  • Balada De Narayama, A
  • Batedor De Carteiras, O
  • Bebê De Rosemary, O
  • Bebê De Rosemary, O (2)
  • Bela Da Tarde, A 
  • Blade Runner: Caçador De Andróides
  • Blow-Up – Depois Daquele Beijo
  • Butch Cassidy
  • Cabaret(Original)
  • Cabaret(Restauração)
  • Caçadores Da Arca Perdida, Os
  • Canal
  • Cão Andaluz, Um
  • Chinatown
  • Conversação, A
  • Corpo Que Cai, Um
  • Crepúsculo Dos Deuses 
  • De Olhos Bem Fechados
  • Depois De Horas
  • Dersu Uzala
  • Discreto Charme Da Burguesia
  • Europa
  • Exorcista, O
  • Fanny & Alexander
  • Garotos De Programa
  • Grande Ilusão, A
  • Guerra Nas Estrelas: Episódio IV 
  • Harakiri
  • Harpa Da Birmânia, A
  • Idiotas, Os
  • Império Dos Sentidos
  • Incompreendidos, Os
  • Intocáveis, Os
  • Julieta Dos Espíritos
  • Juventude Transviada
  • Kwaidan
  • Matar Ou Morrer
  • Morangos Silvestres
  • Morte Em Veneza 
  • Nashville
  • Noites De Cabíria
  • Nostalgia
  • Oito E Meio
  • Ondas Do Destino
  • Pássaros, Os
  • Perdidos Na noite
  • Platoon
  • Playtime
  • Poderoso Chefão, O
  • Quanto Mais Quente Melhor
  • Rapsódia Em Agosto
  • Rashomon
  • Rio Vermelho
  • Rosa Púrpura Do Cairo, A 
  • Salário Do Medo, O 
  • Ser Ou Não Ser 
  • Sete Samurais, Os
  • Sexo, Mentiras e Videotape
  • Sol É Para Todos, O
  • Taxi Driver

Nossa, acabou saindo bem grande a relação. Tirei as que eu menos gostei e ficou isso aí. Está por ordem alfabética. Apesar de algumas, por menos disponibilidade na internet, não estarem com a qualidade tããããoo boa, dá para ter uma boa noção de quão fodas eles são. Meus preferidos? Os do Trier: Os Idiotas, Europa e Ondas Do Destino estão sublimes; os do Tarkovski, os posters de Nostalgia é lindo demais, o de Um Cão Andaluz, que está perfeitamente condizente com o filme. E o de Harakiri, que resume bem o que há de vir no filme. O de Rashomon é outra obra-prima. Ah, na erdade gosto de TODOS. Se eu coloquei aqui é por que gostei. Ah, e não sei se perceberam, mas homens tem nome de mulher na Polônia: Alfreda Hitchcocka, Ernesta Lubitscha, Louise Buñuela…

Yozhik V Tumane, 1975

Yozhik V Tumane, ou O Porco-Espinho Na Névoa, é um curta de Yuri Norstein, soviético que dirigiu muitas outras obras de animação. Esta minha primeira dele já foi um bom exemplo de como suas animações são fabulosas, no sentido literal da palavra. Sua câmera transforma meras imagens em emoção, em suspense e medo. Um cavalo, um cachorro, um morcego, tudo isso significa muito mais do que um simples ser. A voz sobrenatural enquanto o porco-espinho bóia na água é de uma tenebrosidade jamais vista. Enfim, muito bom. Aqui abaixo há uma versão com legendas em inglês.

Otoshiana, 1962

Otoshiana, ou Pitfall, como é conhecido aqui no Ocidente, é um filme do aclamado, porém pouco conhecido, Hiroshi Teshigahara, que já dirigiu outras obras como A Face De Um Outro, e, seu mais conhecido, A Mulher Da Areia. Todos filems dele são conhecidos por uma mescla hipnótica entre surrealismo e realidade, entre a verdade e a ilusão, entre os sonhos e a realidade, enfim, ele coloca à prova todos os nossos neurônios, pois mistura coisas normais com delírios, sonhos, cenas fascinantes em seu teor surrealista, etc. E isso não é diferente com Otoshiana.

Pitfall, primeira obra do Teshigahara com o roteirista Kobo Abe, que o ajudaria a fazer outros filmes, como O Mapa Arruinado, e o único que não foi escrito a partir de um livro, e sim de uma peça de teatro, começa em um ponto que é até bem diferente do que se verá mais adiante. Com imagens secas e cruas, Teshigahara passa a retratar a vida de um homem e seu filho, que vivem nas minas de carvão e Kyushu [se eu não me engano é Kyushu o nome do lugar]. O filme retrata as ambições do homem, assim como o vazio que é a vida deles, que não há nada de importante ou mesmo relevante, apenas a monotonia e a rotina. O homem acaba por perceber isso, e resolve mudar de emprego, trabalhar em uma nova mina, mudar de vida. Mas é a procura de outro emprego, onde um homem em uma loja estranhamente tinha uma foto dele, sendo ele então o homem premiado para um certo trabalho, que sua vida vira do avesso. Após receber um mapa do homem da loja e ir à procura da mina, ele começa a ser perseguido por um homem vestido de branco, de óculos escuros e luvas brancas. Ele passa a ir mais rápido atrás dele, até que o objetivo do homem fica claro e ele o cumpre: o minerador é morto a facadas pelo homem.

Aqui então há uma quebra do roteiro, uma imprevisibilidade, onde o homem que acompanhávamos é simplesmente morto por um homem que ele não conhece, por motivos que ele não sabe. Porém, como era de se esperar de um filme do Hiroshi, o minerador volta à vida. Isso é, entre vírgulas: ele entra no mundo espiritual, onde ele vê o mundo carnal, mas não pode se comunicar com ele, nem interferir em seu decorrer. Almas apenas se comunicam com almas, e humanos só com humanos. E é neste mundo, apesar de tão vasto, tão restrito, que o filme cria toda sua aura de angústia e terror. Um alma perdida em um mundo perdido à procura de respostas, uma busca sem fim. E é nesta triste história que Teshigahara extravasa e faz tudo que ele quer com sua câmera, seja ângulos inusitados, ou montar uma mise-en-scene genial, que mistura almas e humanos na mesma tela, ou simplesmente filmar arte, simplesmente arte. Acho que o último plano resume bem o que isso quer dizer.

Há ainda a crítica social, onde o mundo lúgubre criado por Teshigahara acaba sendo a moradia de muitas pessoas. O filme é intercalado com cenas documentais de acidentes de trabalho em minas, com várias consequências para a população mais pobre, mas que é simplesmente ignorada pela elite, já que esta não é atingida por tais fenômenos.

Enfim, para resumir, Otoshiana é um filme simples em seu planejamento, mas simplesmente perfeito em sua execução, com uma grandiosidade artística poucas vezes alcançadas no cinema, realçada por um toque de sobrenaturalidade e pelo assassino especialmente misterioso. Destaque para a fotografia, e para uma das melhores cenas de assassinato do cinema japonês. Um filme multifacetado, que mistura o surreal com o suspense e a vida real, e acaba por ter como produto uma obra-prima.

Trailer:

Nota: 8.5 de 10.0

A Volta Dos Que Não Foram

Bem, é isso. O blog foi por uns tempos, tomou uma remodelada [quase nada, tá] e começou tudo do zero, mas com as velhas direções. Só queria pasasr para dar o aviso: o blog voltará a ativa[só minha mãe lerá isso, pois todos já consideram isto abandonado.]

Bem, é isso.